10.10.03

PACTO GNÓSTICO NOX http://www.psynet.net/nox


O Cyberpunk como
Alquimista Moderno
por Timothy Leary e Eric Gullichsen



A geração baby-boom cresceu num mundo eletrônico (de 1960 a 1970), de ligar e sintonizar telas de TV e de computadores pessoais. Os Cyberpunks, crescendo nos anos 80 e 90, desenvolveram novas metáforas, rituais, e estilos de vida para lidar com o universo da informação. Mais e mais de nós estão se tornando xamãs de fuzzy-logic e alquimistas digitais.

Os paralelos entre a cultura dos alquimistas e dos adeptos cyberpunks de computadores são muitos. Ambos empregam conhecimento de um arcano oculto desconhecido pela população em geral, com símbolos secretos e palavras de poder. Os "símbolos secretos" compõe a linguagem dos computadores e matemática, e as "palavras de poder" instruem sistemas operacionais para realizarem tarefas hercúleas.

Conhecendo o preciso código de um programa digital permite que ele seja conjurado à existência, transcendendo assim o trabalho muscular ou a pesquisa mecânica. Ritos de iniciação e aprendizado são comuns a ambos. "Feitos psíquicos" de telepresença e ação a distância são realizados pela escolha de uma opção no menu.

Jovens alquimistas digitais têm ao seu dispor ferramentas de inteligência e poder inimagináveis pelos seus predecessores. Telas de computador são espelhos mágicos, apresentando realidades alternativas nos vários graus de abstração ao controle (invocação) do alquimista. O mouse ou caneta da mesa digitalizadora são o bastão, controlando o fogo do monitor e amplificando a força criativa do operador. Discos rodopiantes, drives, são os pentáculos, inscritos com símbolos complexos, tabelas terrestres a receber a entrada do "ar," resultante da impressionante velocidade da eletricidade intelectual dos circuitos da CPU. Os chips RAM são literalmente, os buffers ("piscinas buffer"), a água, o elemento passivo capaz somente de receber e retransmitir a informação, a refletindo.

Programação visual iconográfica é um Tarô, o sumário pictórico de todas as possibilidades, ativado para adivinhação pela justaposição e influência mútua. É uma Tabela Periódica de possibilidades, a forma ocidental do I Ching oriental. Linguagens de programação tradicionais, orientadas por palavras - FORTRAN, COBOL, e o resto, são uma forma primitiva degenerada desses sistemas universais, grimórios de corporações orientadas para o lucro.

Bancos de dados detalhados da atividade de sistemas operacionais formam os registros Akashicos numa escala microscópica. Num nível macroscópico, esta é a "rede mundial" de conhecimentos, a rede mundial de hipertexto, próxima de ser alcançada pela capacidade de armazenamento do CD-ROM e a transmissão de dados por fibra ótica - a "matriz" ciberespacial de William Gibson.

Transmutação pessoal (o êxtase do "hack derradeiro") é um objetivo velado de ambos os sistemas. O satori da comunicação harmoniosa homem-computador resultante do regresso infinito os metaníveis de auto-reflexão é a recompensa pela conceitualização e execução perfeita das idéias.

A Universalidade do 0 e do 1 através da magia e da religião - yin e yang, yoni e lingam, copa e bastão - é manifestada hoje em dia por sinais digitais, os dois bits por trás da implementação de todos os programas do mundo em nossos cérebros e em nossos discos operacionais. Esticando um pouquinho, mesmo a mônada, símbolo da mudança e do tao, lembra visualmente um 0 e um 1 sobrepostos pela ação centrífuga da velocidade sempre maior da rotação da própria mônada, curvando sua linha central.




Traduzido por Eduardo Pinheiro


9.10.03

O poder da burrice
por Olavo de Carvalho
publicado em 04/10/2003 http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/olavo.asp


         Numa discussão, a superioridade intelectual nem sempre é vantajosa. Quando excessiva, torna-se um inconveniente, pela simples razão de que nada pode fazer um debatedor render-se a um argumento que esteja acima da sua compreensão. Quanto mais esmagado sob montanhas de fatos e provas, mais ele se sentirá imune e vitorioso, saindo do debate persuadido de que foi vítima de injustiça. Se há uma força invencível neste mundo, é a burrice. Por isso os demagogos e cabos eleitorais que fazem as vezes de professores não procuram desenvolver em seus alunos a inteligência, que arrisca torná-los sensíveis a objeções, e sim a burrice, que faz deles criaturas invulneráveis e coriáceas como rinocerontes.

         Num recente debate sobre as quotas raciais, fiz o que pude para explicar a meus interlocutores a diferença - que mencionei em artigo anterior nesta coluna - entre o compactado emocional pré-analítico da doxa e o discurso analítico do conhecimento, mostrando em seguida que a argumentação da affirmative action estava no primeiro caso e não podia ser levada a sério como descrição da realidade. Mal terminei de falar, e um militante se levantou indignado:

-          Quer dizer que o senhor nega a existência do apartheid?

         Eu não poderia ter solicitado um exemplo mais didático. No uso vulgar do termo apartheid comprime-se uma multidão de significados heterogêneos: um regime jurídico de separação formal entre as raças acompanhado de perseguição genocida, a mesma separação sem violência genocida, a segregação informal pacífica ou violenta sem suporte jurídico, o ódio racial explícito sem segregação formal ou informal e acompanhado ou não de condutas agressivas, o ódio incubado e implícito, o vago desprezo cultural sem expressão em atos e até mesmo o famoso "racismo sutil", cuja presença ou ausência depende da subjetividade do observador que atribui intenções mesmo quando negadas com veemência pelo próprio agente. Tudo isso, no vocabulário dos quotistas raciais, é apartheid.

         Responder "sim" ou "não" à existência de tudo isso em bloco é uma impossibilidade. Por que, então, formular a pergunta com termo tão elástico e enganoso? Simples: para dar ares de delito a qualquer resposta que não seja a desejada pelo interrogante. É obrigatório, aí, não só admitir como fato líquido e certo a onipresença do alegado "racismo sutil", mas ver nele um crime tão grave quanto a segregação explícita e o genocídio. Qualquer hipótese que fique abaixo disso, que não consinta em igualar o Brasil à Alemanha nazista, torna-se ela própria um crime de racismo. Para isso serve a confusão de significados: para mudar à vontade o sentido das objeções e recobri-las de uma aura criminosa mesmo quando são conclusões lógicas elementares ou a expressão de fatos notórios. Trata-se de atemorizar para inibir, de vetar a possibilidade da discussão racional por meio da intimidação psicológica.

         Isso começa como um ardil premeditado, um truque de erística concebido por técnicos em manipulação de consciências. Mas, ao propagar-se, perde toda intencionalidade consciente e torna-se um automatismo introjetado, um cacoete mental. As pessoas já não o usam para confundir os outros, mas para expressar, com tocante candura, sua proibição interna de compreender o que elas mesmas dizem, seu temor e incapacidade de abandonar por um momento sequer o círculo dos chavões sagrados e examinar a realidade sob outros aspectos, ainda quando a omissão destes esvazie de significado o seu próprio discurso por falta de pontos de comparação. No fim das contas, já não verbalizam senão um sistema de tabus destinado a bloquear o acesso ao significado de qualquer objeção possível, tornando repulsiva e criminosa a simples tentação de examiná-la. Imantado da ilusão de santidade e interiorizado ao ponto de tornar-se um substituto do senso de identidade para o seu portador, o sistema reage com violência à destruição de qualquer das suas partes e se recompõe como um rabo de lagartixa.

         É evidente que mentalidades assim formadas estão intelectualmente danificadas, e por isso mesmo imunes à persuasão racional: querer fazê-las perceber o que quer que seja é como exigir que um paralítico saia andando. Para voltar ao exercício da inteligência normal, precisam de um milagre. A distribuição democrática dessa lesão mental é a finalidade essencial da educação neste país.

         Alguns observadores desatentos imaginam que, para produzir um mal tão profundo, seja preciso toneladas de doutrinação e propaganda. Nada disso. Basta usar a técnica do "ato comprometedor", descoberta por J. L. Freedman e S. C. Fraser em 1966 e hoje incorporada à pedagogia oficial. Se um grupo de pessoas é induzido a imitar, ainda que a título de mera experiência, uma determinada conduta que não compreendam bem ou que seja contrária às suas convicções, em 76 por cento dos casos elas mudarão suas convicções para adaptá-las retroativamente à conduta imitada. Basta, portanto, um professor enviar seus alunos uma vez, uma única vez, a uma manifestação em favor de qualquer "causa" que não estejam em condições de julgar por si próprios, e 76 por cento deles aderirão automaticamente a essa causa, qualquer que seja. Ora, enviar alunos a manifestações políticas, reforçando a incitação por meio de recompensas e castigos às vezes nada sutis, tornou-se entre os professores brasileiros do ensino médio quase uma obrigação, mesmo porque eles próprios tiveram suas convicções formadas mais ou menos assim e não vêem nada de mau naquilo que fazem. Consolidada a estupidez por algumas repetições, resta para o ensino universitário apenas a tarefa de embelezá-la com uns toques de vocabulário pedante.

         Platão considerava que, após o homicídio, o segundo delito mais grave era o de arruinar a alma de jovens e crianças. E Jesus Cristo dizia que o melhor a fazer com os culpados desse crime era amarrar-lhes uma pedra no pescoço e jogá-los ao fundo do mar. Mas não creio que na Baía de Guanabara haja espaço bastante para todos eles.



I dunno
You are a dragon! You usually get your way, if you
can help it. But sometimes you have a very
quick temper.


What fictional creature are you?
brought to you by Quizilla

7.10.03

Still like a stone

         Por estes dias, andei curtindo bastante o resto de minhas férias. Cinemão depois do expediente no UCI a R$ 4,50, vendo coisas legais como Anger Management, Pirates of the Caribbean (Where the rum gone???) e etc... Fins de semana como bem gosto, um quê de isolamento para pensar um pouco na vida. Not so bad.
         Numa dessas andei relendo alguns livros e refazendo algumas práticas. É interessante notar como frequentemente a postura corporal afeta a mente e não vice versa, como comumente se pensa. Dependendo da postura, respiração e visualizações alguns minutos são mais do que suficientes para lhe lançar num estado alterado de consciência pra lá de interessante. Tem um pequeno exercício introdutório do Liber MMM que recomendo, tão-apenas para o auto-conhecimento:



Imobilidade

Posicione o corpo de maneira confortável e tente permanecer nesta posição o máximo de tempo possível. Tente não piscar ou mexer a língua, dedos ou qualquer outra parte do corpo. Não deixe a mente embarcar nos vagões dos pensamentos; pelo contrário, observe-se passivamente. O que parecia ser uma posição confortável passará a ser agonizante com o tempo, mas persista! Reserve algum tempo todos os dias para esta prática e tire vantagem de qualquer oportunidade de inatividade que venha a surgir.




         Doze minutos, interrompidos por uma maldita barata voadora ninja dos pântanos do Recreio. Mas o suficiente para criar um estado semelhante ao de narcose, onde a própria noção de tempo se esfumaça e o espaço se mover como uma bolha sobre alguns pontos do corpo. É bom revisitar aquele estranho estado de consciência em que se pensa sem palavras.(/viagem mode OFF)
A casa sem janelas


         Sempre que imagino uma boa prisão, imagino um modelo bem diferente do Panóptico, de Foucault. Imagino um lugar aparentemente sem limites. Basta exceder a capacidade natural do prisioneiro de percepção e deslocamento. A ilusão de liberdade é a melhor prisão. Em seguida, pensaria em algum tipo de condicionamento radical para que o preso não se lembrasse de como era não estar preso, e assim não se sentisse desconfortável ou saudoso, o que acionaria sua vontade de escapar. Porém, para ocasionar esse tipo de reprogramação psíquica seria necessário um trauma físico intenso, seguido de distorção de percepção e uma reeducação brutal. E como evitar as agremiações, e que esta prisão perdesse a finalidade de reeducação para se tornar um clube de campo? Seriam necessárias algumas sanções, penas físicas, e uma certa dose de arbitrariedades para criar um clima de receio que o isolasse um dos outros. Claro, os carcereiros não deveriam ser vistos em hipótese nenhuma, assim estariam completamente seguros e poderiam observar os internos livremente. E quanto a admissão de novos presos? Certamente seria um risco 'a estabilidade da prisão - deduziria-se a existência de um mundo externo com recém chegados. Seria necessário que os internos encarassem a chegada de novos presos como consequência de suas próprias ações, algo tão previsível que deixaria de ser inédito. Digamos que cada vez que um deles abraçasse outro, chegasse mais um interno.
         Por fim, basta vincular a libertação a algo tão horrendo que nenhum dos presos, em sã consciência, iria sequer sonhar com ela. Voilá, a prisão perfeita!

         1 - O universo é "infinito"
         2 - O processo de encarnação, se existe, deve ser um tanto quanto traumático.
         3 - A carne limita. Deforma. Distorce.
         4 - Nossa tão-chamada civilização é uma sequência de supressões de coisas/hábitos inerentemente "nossos".
         5 - Alguém aqui viu deus?
         6 - Um ato de amor traz ao mundo uma criança.
         7 - A morte é a liberdade.




Disclaimer obrigatório: Pessoas, isto é um exercício de ficção, um imenso "what if" engraçadinho, não querendo dizer que eu realmente acredite nisso...

4.10.03

Hamster-mobile

Hamster-powered car wows idea judges

A hamster-powered car, an anywhere wheelchair and an egg-shaped people-carrying robot are among the inventions at the Tokyo Idea Olympics.

weeeee

The annual event is in its 26th year of encouraging fun and exciting technological breakthroughs.

Toyota, the event's sponsors, encourage ideas from scientists and members of the public but not all make it into production.

One which may prove useful is the stair-climbing wheelchair, built from off-the-shelf parts, which won the competition's excellence award.

It was the hamster car, based on the look of a ladybird but powered by hamsters running on a treadmill, that amazed the judges.

The car's motor is driven by amplifying the electric power generated by the hamsters running.

It drove off with the competition's Dream Car award for school and university students.

Other prize-winners included the 'Fushigi wonder balance running car' which can move on two wheels or four and the 'Surfing Johnny' which is a surfboard on wheels.

3.10.03

The Path of the trickster


This article is excerpted from the Rocky Mountain Pagan Journal.
Each issue of the Rocky Mountain Pagan Journal is published by High Plains Arts and Sciences; P.O. Box 620604, Littleton Co., 80123, a Colorado Non-Profit Corporation, under a Public Domain Copyright, which entitles any person or group of persons to reproduce, in any form whatsoever, any material contained therein without restriction, so long as articles are not condensed or abbreviated in any fashion, and credit is given the original author.!

THE RIDDLE OF THE TRICKSTER
a cross-cultural overview
by
Thunderspud of Dragonfhain

Who is this trickster archetype, the one who inspires such mixed feelings and brouhaha? Trickster has been with us from the beginning. Trickster will be there at the ending. (If there is an ending, Trickster will probably trigger it). Trickster is a creator, a transformer, a joker, a truth teller, a destroyer.

Whoever has created a dance, a song, written a ritual, tailor-made a job, birthed a child or invented a game has partaken of a controlled Trickster energy. After all, in Northwest Native and Inuit tradition, Raven created the world; Loki is known to the Norse as a co creator (and the bringer of Ragnarok); Anansi the spider-trickster among the Ashanti of Ghana and Nareau the spider in Micronesia; Coyote among the Southwest Natives --these are the creator aspects of this wild and
uncontrolled energy. Trickster often begins in the void, desiring to bring Order out of Chaos; once Order is imposed, however, Trickster represents the breaking free of negative power from the Universal Order of things.

As a shape-shifter, Trickster is all things to all people, at one time or another, and often simultaneously. Of course Trickster is a creator and a destroyer. Sure he's a family man and a vagabond. Naturally he gives fire to humans and then steals their food before they can cook it. This is his style; when he acts out of selfishness, everyone benefits -- Maui of the Thousand Tricks might snare the Sun to slow it down, making life easier for humans, but he did it so his mother would have more time to cook for him. When he acts out of altruism, there's most always a negative effect --Marawa, a Lou Costello prototype from Banks Island carved human figures from wood and put them in the ground so they would grow and be strong; however, they merely rotted and death came into the world of humans. This shape- shifter not only moves from shape to shape, but from world to world. Number Eleven suffered at the hands of death to free his brothers; his brothers then took his lifeless body away and revived him. In the Winnebago cycle, Trickster dies three times and returns to life three times. In just one collection of Coyote stories, Giving Birth to Thunder, Sleeping With His Daughter, Coyote dies of a snake bite, a gunshot, an arrow wound, a broken heart, a rock-fall and a drowning; this resembles nothing so much as a Roadrunner cartoon.

Trickster fuzzes the lines between Male and Female, between cunning and stupidity (in one story Coyote steals a horse, in another he almost drowns trying to eat some berries reflected in a stream), between wisdom and stupidity. Trickster tells us the truth about our selves, showing us with truth and wit the sides of our nature that we may be more comfortable not acknowledging; he's the one who points at the Emperor's nakedness, he's Lenny Bruce and Ashleigh Brilliant, Ken Kesey and Uncle Remus, Opus, Geech, Tom Robbins, Abbie Hoffman, Don Becker, Weird Al Yankovich and David Letterman, holding up a skewed mirror of reality for us to look into. Among the Aztecs, as serious a culture as this continent has ever seen, Ueuecoyotl, a funny and outrageously unacceptable clown figure; in the Southwest, at serious rituals, he's the Koshare speeding around the circle with tickling feathers and rattle, being ignored completely by the priest.

Trickster shines on as a culture bringer: Prometheus steals fire for his poor stunted creations, and pays a terrible and eternal price for his philanthropy. Loki also steals fire for humans, as do Anansi, Raven, Coyote, Maui; so far I have found no less than seventeen stories from different cultures on this theme. Anansi tricked Nyankopon the Sky-God out of his stories and gave them to the humans. Clat, from Banks Island, taught humans how to sleep.

In the stories of the Ashanti, Anansi invented the tar-baby as a ruse to trap an elemental spirit, but in the Native American stories, Coyote is trapped by a tar-baby set up by a farmer. Actually the farmer had caught a rabbit with his tar-baby, but Coyote happened along and asked Rabbit what he was doing there. "The farmer who owns this field got mad at me because I wouldn't eat his melons, so he stuck me here and said he'd come back and make me eat chicken." Rabbit replies, "But I told him I wouldn't do it." Of course, greedy Coyote extricates Rabbit and wraps himself around the tar-baby where he still his when the farmer comes out and shoots him.

So this is the Trickster, the energy that allows us to break out of our stereotypes, whether they've been imposed by ourselves, our families, our culture. This is the energy that opens the world of limitless possibilities and it behooves us all to work with it before it destroys us, to touch the Trickster as he touches us.
............from RMPJ, Oct.'86
Kaworu, the 7th Angel
You're an Angel: Kaworu! You're pretty lonely most
of the time, but then, with your kind heart,
you've got a friend that would do anything for
you. The problem is--you can't decide things
easily. The only way to do things is to protect
your friend simply, even if it risks your own
life. But that's not the way it works out in
the end.


Neon Genesis Evangelion: Which Character Are You?
brought to you by Quizilla