Catherine Brahic
NewScientist
02/07/2007
Uma empresa norte-americana está levando a reciclagem de plásticos para um novo nível - transformando-os de volta no óleo do qual eles foram feitos, e gás. A proposta é diferente da outra reportagem que publicamos hoje sobre o mesmo assunto (veja Bem-vindo a uma nova era na reciclagem dos plásticos).
Plástico volta a ser óleo
Tudo o que é necessário, segundo a Global Resource Corporation (GRC), é um microondas finamente ajustado e - voilá - um mix de materiais que foram feitos a partir de petróleo pode ser reduzido de novo para óleo e gás combustível (além de uns poucos subprodutos).
A chave para o processo da GRC é uma máquina que utiliza 1.200 diferentes freqüências na faixa das microondas, as quais agem sobre hidrocarbonos específicos. Quando o material é atingido pelo comprimento de ondas adequado, parte dos hidrocarbonos que formam os plásticos e borrachas são quebrados de volta em óleo diesel e gás combustível.
Microondas quebram plásticos
A máquina da GRC foi batizada de Hawk-10. Suas encarnações menores se parecem com um forno de microondas industrial com algumas peças grudadas. As versões maiores lembram uma betoneira.
"Qualquer coisa que tenha uma base de hidrocarbono será afetada por nosso processo," diz Jerry Meddick, diretor de desenvolvimento da GRC. "Nós liberamos essas moléculas de hidrocarbonos do material e elas se tornam gás e óleo."
Qualquer outra coisa que não tiver hidrocarbonos como base é deixado intacto, menos a água contida, que se evapora com as microondas.
Reciclagem de cobre e pneus
"Pegue um pedaço de fio de cobre," diz Meddick. "Ele é recoberto por plástico - um tipo de hidrocarbono. Nós liberamos todos os hidrocarbonos, o que arranca a cobertura do fio." O processo não apenas gera combustível na forma de óleo e gás, ele também torna mais fácil extrair o fio de cobre para reciclagem.
O mesmo acontece com pneus velhos: 9,1 kg de pedaços de pneu velho colocados na Hawk-10 produzem 4,54 litros de óleo diesel, 1,42 metros cúbicos de gás combustível, 1 kg aço e 3,40 kg de negro-de-fumo.
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5.7.07
28.6.07
Cyborg Swarm
Extraído do http://www.inovacaotecnologica.com.br
Cientistas da Universidade de Cornell, Estados Unidos, afirmaram ter conseguido o primeiro sucesso em sua pesquisa para implantar dispositivos eletrônicos em insetos. A mariposa Manduca Sexta sobreviveu depois que um chip foi implantado quando ela ainda era uma lagarta.
Micro-veículos autônomos
Vários grupos de cientistas trabalham no desenvolvimento de micro-veículos autônomos, principalmente para a coleta de informações por meio de micro- sensores. Mas essas pesquisas esbarram em uma grande variedade de dificuldades, como a quantidade de combustível, os minúsculos motores e a aerodinâmica. Os insetos já têm todos esses problemas resolvidos.
Simplesmente colar os equipamentos eletrônicos sobre o corpo dos insetos também não é um solução adequada, porque assim não haveria nenhum controle sobre o vôo e os cientistas somente por acaso conseguiriam coletar dados dos locais desejados e pelo tempo necessário.
Insetos ciborgues
A solução encontrada foi criar insetos ciborgues, implantando os dispositivos eletrônicos no corpo dos insetos. Para evitar a rejeição pelo organismo dos animais, os cientistas resolveram implantar os equipamentos ainda na fase de larva. Desta forma o inseto se desenvolve já com os implantes eletrônicos em seu corpo, que passam a fazer parte de seu organismo e não mais sofrem rejeição. Quando nasce, o inseto já é um cirborgue completamente funcional.
A teoria pode parecer simples, mas há ainda um longo caminho até que os insetos adultos possam ser totalmente controlados. A mariposa agora apresentada foi o primeiro exemplar de um inseto ciborgue que sobreviveu à metamorfose, chegando à idade adulta com todos os implantes eletrônicos funcionando e apresentando plenas condições de voar.
O implante eletrônico é um chip microfluídico, que consegue interagir com as funções vitais do animal ciborgue.
Cientistas da Universidade de Cornell, Estados Unidos, afirmaram ter conseguido o primeiro sucesso em sua pesquisa para implantar dispositivos eletrônicos em insetos. A mariposa Manduca Sexta sobreviveu depois que um chip foi implantado quando ela ainda era uma lagarta.
Micro-veículos autônomos
Vários grupos de cientistas trabalham no desenvolvimento de micro-veículos autônomos, principalmente para a coleta de informações por meio de micro- sensores. Mas essas pesquisas esbarram em uma grande variedade de dificuldades, como a quantidade de combustível, os minúsculos motores e a aerodinâmica. Os insetos já têm todos esses problemas resolvidos.
Simplesmente colar os equipamentos eletrônicos sobre o corpo dos insetos também não é um solução adequada, porque assim não haveria nenhum controle sobre o vôo e os cientistas somente por acaso conseguiriam coletar dados dos locais desejados e pelo tempo necessário.
Insetos ciborgues
A solução encontrada foi criar insetos ciborgues, implantando os dispositivos eletrônicos no corpo dos insetos. Para evitar a rejeição pelo organismo dos animais, os cientistas resolveram implantar os equipamentos ainda na fase de larva. Desta forma o inseto se desenvolve já com os implantes eletrônicos em seu corpo, que passam a fazer parte de seu organismo e não mais sofrem rejeição. Quando nasce, o inseto já é um cirborgue completamente funcional.
A teoria pode parecer simples, mas há ainda um longo caminho até que os insetos adultos possam ser totalmente controlados. A mariposa agora apresentada foi o primeiro exemplar de um inseto ciborgue que sobreviveu à metamorfose, chegando à idade adulta com todos os implantes eletrônicos funcionando e apresentando plenas condições de voar.
O implante eletrônico é um chip microfluídico, que consegue interagir com as funções vitais do animal ciborgue.
14.6.07
Tesla would be proud...
Extraído de http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010115070611
WiTricity - vem aí a era da transmissão de eletricidade sem fios
Da redação
11/06/2007
O que poderia ser mais prático e cômodo do que os hoje indispensáveis telefones celulares, iPods e computadores de mão? Talvez telefones celulares, iPods e computadores de mão sem baterias, que pudessem receber a energia de que necessitam para funcionar da mesma forma que recebem dados e voz: sem fios.
"WiTricity"
WiTricity é o termo que os norte-americanos já cunharam para uma nova tecnologia que começa a dar seus primeiros passos práticos: a transmissão de energia elétrica sem fios. O termo une o já conhecido Wi de wireless (sem fios) e a parte final de electricity (eletricidade).
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets começaram a testar os primeiros equipamentos capazes de transmitir energia elétrica pelo ar, sem a necessidade de fios. As experiências demonstraram a viabilidade de que aparelhos portáteis, como telefones celulares, tocadores de MP3 e até notebooks tenham suas baterias recarregadas sem a necessidade de carregadores plugados na tomada. Segundo eles, já é possível vislumbrar um momento em que esses aparelhos nem mesmo necessitarão das baterias.
Eletricidade sem fios
A equipe do Prof. Marin Soljacic conseguiu alimentar uma lâmpada incandescente de 60 Watts a uma distância de mais de dois metros, sem qualquer conexão física.
A transmissão de eletricidade sem fios não é exatamente uma novidade. A radiação eletromagnética - as ondas de rádio, por exemplo - nada mais faz do que carregar energia de lugar para outro. Mas, embora essas ondas eletromagnéticas sejam excelentes para transportar dados e voz, elas não são adequadas para transmitir uma potência que possa ser útil para a maioria dos aparelhos. O problema é que a radiação se espalha em todas as direções, desperdiçando a maior parte da energia.
Raios laser são outra opção e estão sendo utilizados, por exemplo, pelos participantes de um programa da NASA que está tentando desenvolver um elevador espacial. Mas esta opção também não é prática para aplicações do dia-a-dia. Além de exigir que o transmissor e o receptor estejam diretamente visíveis um ou outro, ela é extremamente perigosa, porque poderia incinerar instantaneamente qualquer coisa que cruze essa linha de visada.
Ressonância magnética acoplada
Já a Witricity utiliza objetos ressonantes acoplados. Dois objetos com a mesma freqüência de ressonância tendem a trocar energia de forma muito eficiente, e reagem de forma quase desprezível com os demais objetos, que possuem outras freqüências de ressonância.
Para se entender o princípio da ressonância acoplada, basta olhar para uma criança saltando em uma cama elástica. A cama elástica tem uma espécie de ressonância, do tipo mecânica, de forma que, quando a criança pressiona suas pernas na freqüência natural do balanço ela consegue capturar uma grande energia e saltar mais alto.
Já os pesquisadores do MIT utilizaram um outro tipo de ressonância: a ressonância magneticamente acoplada. Dois ressonadores eletromagnéticos se acoplam por meio de seus campos magnéticos. Eles conseguiram identificar um ponto no qual os dois ressonadores ficam fortemente acoplados mesmo quando estão a distâncias várias vezes maior do que o tamanho dos aparelhos.
"O fato de que os campos magnéticos interagem tão fracamente com os organismos biológicos é também importante por questões de segurança," explica Andre Kurs, outro participante da pesquisa. É isto que torna a nova técnica interessante do ponto de vista prática, para uso em aplicações do dia-a-dia.
Ressonadores magnéticos
O equipamento agora apresentado consiste de duas bobinas de cobre, uma das quais é ligada à tomada. Essa unidade transmissora, ao invés de encher o ambiente com ondas eletromagnéticas, preenche o espaço ao seu redor com um campo magnético não-radioativo oscilando a uma freqüência de alguns MHz.
O campo não-radioativo serve como intermediário para levar a energia até a outra bobina, que foi projetada especialmente para ressonar com esse campo. A natureza ressonante do sistema garante que haja sempre uma forte interação entre as duas bobinas - a transmissora e a receptora - evitando interrupções na transmissão da energia.
Ao acender uma lâmpada de 60 watts, os pesquisadores demonstraram ser totalmente factível, por exemplo, a transmissão de energia em uma sala para abastecer computadores portáteis. E não apenas para recarregar suas baterias, mas para fazê-los funcionar como se estivessem ligados à rede.
Bibliografia:
Wireless Power Transfer via Strongly Coupled Magnetic Resonances
André Kurs, Aristeidis Karalis, Robert Moffatt, J. D. Joannopoulos, Peter Fisher, Marin Soljacic
Science Express
June 7 2007
DOI: 10.1126/science.1143254
WiTricity - vem aí a era da transmissão de eletricidade sem fios
Da redação
11/06/2007
O que poderia ser mais prático e cômodo do que os hoje indispensáveis telefones celulares, iPods e computadores de mão? Talvez telefones celulares, iPods e computadores de mão sem baterias, que pudessem receber a energia de que necessitam para funcionar da mesma forma que recebem dados e voz: sem fios.
"WiTricity"
WiTricity é o termo que os norte-americanos já cunharam para uma nova tecnologia que começa a dar seus primeiros passos práticos: a transmissão de energia elétrica sem fios. O termo une o já conhecido Wi de wireless (sem fios) e a parte final de electricity (eletricidade).
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets começaram a testar os primeiros equipamentos capazes de transmitir energia elétrica pelo ar, sem a necessidade de fios. As experiências demonstraram a viabilidade de que aparelhos portáteis, como telefones celulares, tocadores de MP3 e até notebooks tenham suas baterias recarregadas sem a necessidade de carregadores plugados na tomada. Segundo eles, já é possível vislumbrar um momento em que esses aparelhos nem mesmo necessitarão das baterias.
Eletricidade sem fios
A equipe do Prof. Marin Soljacic conseguiu alimentar uma lâmpada incandescente de 60 Watts a uma distância de mais de dois metros, sem qualquer conexão física.
A transmissão de eletricidade sem fios não é exatamente uma novidade. A radiação eletromagnética - as ondas de rádio, por exemplo - nada mais faz do que carregar energia de lugar para outro. Mas, embora essas ondas eletromagnéticas sejam excelentes para transportar dados e voz, elas não são adequadas para transmitir uma potência que possa ser útil para a maioria dos aparelhos. O problema é que a radiação se espalha em todas as direções, desperdiçando a maior parte da energia.
Raios laser são outra opção e estão sendo utilizados, por exemplo, pelos participantes de um programa da NASA que está tentando desenvolver um elevador espacial. Mas esta opção também não é prática para aplicações do dia-a-dia. Além de exigir que o transmissor e o receptor estejam diretamente visíveis um ou outro, ela é extremamente perigosa, porque poderia incinerar instantaneamente qualquer coisa que cruze essa linha de visada.
Ressonância magnética acoplada
Já a Witricity utiliza objetos ressonantes acoplados. Dois objetos com a mesma freqüência de ressonância tendem a trocar energia de forma muito eficiente, e reagem de forma quase desprezível com os demais objetos, que possuem outras freqüências de ressonância.
Para se entender o princípio da ressonância acoplada, basta olhar para uma criança saltando em uma cama elástica. A cama elástica tem uma espécie de ressonância, do tipo mecânica, de forma que, quando a criança pressiona suas pernas na freqüência natural do balanço ela consegue capturar uma grande energia e saltar mais alto.
Já os pesquisadores do MIT utilizaram um outro tipo de ressonância: a ressonância magneticamente acoplada. Dois ressonadores eletromagnéticos se acoplam por meio de seus campos magnéticos. Eles conseguiram identificar um ponto no qual os dois ressonadores ficam fortemente acoplados mesmo quando estão a distâncias várias vezes maior do que o tamanho dos aparelhos.
"O fato de que os campos magnéticos interagem tão fracamente com os organismos biológicos é também importante por questões de segurança," explica Andre Kurs, outro participante da pesquisa. É isto que torna a nova técnica interessante do ponto de vista prática, para uso em aplicações do dia-a-dia.
Ressonadores magnéticos
O equipamento agora apresentado consiste de duas bobinas de cobre, uma das quais é ligada à tomada. Essa unidade transmissora, ao invés de encher o ambiente com ondas eletromagnéticas, preenche o espaço ao seu redor com um campo magnético não-radioativo oscilando a uma freqüência de alguns MHz.
O campo não-radioativo serve como intermediário para levar a energia até a outra bobina, que foi projetada especialmente para ressonar com esse campo. A natureza ressonante do sistema garante que haja sempre uma forte interação entre as duas bobinas - a transmissora e a receptora - evitando interrupções na transmissão da energia.
Ao acender uma lâmpada de 60 watts, os pesquisadores demonstraram ser totalmente factível, por exemplo, a transmissão de energia em uma sala para abastecer computadores portáteis. E não apenas para recarregar suas baterias, mas para fazê-los funcionar como se estivessem ligados à rede.
Bibliografia:
Wireless Power Transfer via Strongly Coupled Magnetic Resonances
André Kurs, Aristeidis Karalis, Robert Moffatt, J. D. Joannopoulos, Peter Fisher, Marin Soljacic
Science Express
June 7 2007
DOI: 10.1126/science.1143254
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